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3 de set de 2010

Experiências com a Música Atual

Veremos em temas seguintes que uma das razões pelas quais a civilização atual está passando por terrível crise, sem dúvida alguma, pode também ser imputada à música. Veremos que a mudança no estilo de música encerra perigos, razão pela qual deve haver uma orientação a fim de que ela possa ser composta segundo o seu lado positivo e desta maneira venha a exercer o papel fundamental que lhe cabe no contexto do desenvolvimento espiritual da humanidade. Não adianta reprimir compositores e músicos e sim orienta-los, adverti-los mostrando que existe muito mais coisas em jogo que a mensagem falada e o lado estético nos sons.

Em parte, por falta de esclarecimentos a música é em grande parte responsável pelo estado atual do uso indevido dos sons que tem se refletido como um dos elos principais da cadeia de condições caóticas presentes na sociedade atual. Diante do tremendo caos reinante na atualidade órgãos responsáveis pelo desenvolvimento espiritual da humanidade não poderia se manter inativa e esse é o porquê do empenho de algumas Ordens ligadas à Grande Fraternidade Branca em incentivar e orientar meios visando, se não reverter o quadro, pelo menos atenuá-lo.

Atualmente a quase totalidade das músicas tem conotação negativa, e não estamos nos referindo apenas à mensagem cantada e sim aos ritmos e outros elementos a elas inerentes. Os críticos da música atual, em sua maioria, têm dado apenas atenção às letras, as palavras, aos versos, deixando de lado o ritmo, a harmonia e outros elementos inerentes. Isto acontece porque muitos críticos desconhecem que o perigo maior não reside nos versos e sim nos acordes, e no ritmo, em decorrência da ressonância sobre o meio em geral e sobre os indivíduos em particular.

Inovações técnicas na música vêm ocorrendo a cada momento; na última metade do século XX estão ocorrendo mudanças em todos os níveis, os ritmos têm se tornado complexos; os compositores têm mais interesse por grande número de instrumentos novos e estranhos, usam sons desconhecidos para eles ignorando aquilo que podem causar no meio, nas pessoas e na sociedade. Assim citamos, como exemplo o rock, o reg, a música punk e tantas outras.

Coroando a irresponsabilidade sobre o uso do Princípio da Vibração proliferam grupos musicais que estão penetrando num patamar extremamente perigoso. Já existem "grupos musicais" que estão fazendo uso de eletrodos colocados na cabeça da pessoa a fim de captar e ampliar as ondas cerebrais provocando os mais díspares efeitos. Esses "novos" métodos podem causar danos tremendos. A possibilidade do uso de muitos instrumentos com procedimentos eletrónicos não será diferente. Num espaço de tempo de poucos anos será possível o uso de músicas visando condicionar o comportamento individual, músicas associadas a procedimentos eletrónicos capazes de influir no livre querer das pessoas, impondo-lhes condicionamentos espúrios.

O conhecimento atual e futuro dos sistemas sensoriais, dos mecanismos neurofisiológicos ligados aos sons, das respostas psico-emocionais por eles proporcionados, abrangerão uma gama imensa de possibilidade de atendimento a interesses espúrios.

A música como aplicação direta de estímulos elétricos gerados por sintetizadores eletrónicos, muitas vezes alimentados por programas de computador, poderão tornar o homem cada vez mais escravo de falsas necessidades, cativos de interesses artificiais que, em outra situação, jamais o interessaria. "Então os instrumentos musicais terão se transformado em um meio eletro-clinico aplicado ao corpo." [1]

Atualmente muitas casas noturnas, especialmente direcionadas aos jovens, usam e abusam do poder da música não só quanto à intensidade do som como quanto a propria natureza dos ritmos, dos efeitos luminosos, e de outros elementos ainda mais dantescos envolvidos no processo, como mencionaremos nesta palestra.

A música pode despertar reações em atendimento a interesses espúrios. Quando associada a jogos de luzes e outros elementos, está sujeito à indução do uso de drogas, prostituição, em suma a uma inversão total dos valores espirituais.

Já existem músicas que podem ser catalogadas de diabólicas especialmente por determinados meios a ela associados. Para não nos estendermos muito vamos mencionar algo que poucos ouviram falar, mas que está se difundindo em muitas "boates de vanguarda" e freqüentadas por adolescentes. Já existem poderosos meios corruptores da moral ligados à música atual e a proliferação de alguns deles é de estarrecer. Estamos falando de estímulos musicais aplicados diretamente na pele ao nível de terminações nervosas especiais. Um inovador de ambientes musicais, Davi Lloyd, teve a idéia de criar um tipo de disco metálico que ressoava de conformidade com os sons. Visando efeitos especiais ele colocou vários daqueles pequenos discos no teto de uma boate. Um dia durante uma apresentação um daqueles pequenos discos metálicos ao se desprender do teto caiu em seu colo. Então a vibração do disco continuou provocando nele uma sensação muito estranha e que a considerou gostosa. Sentiu todo o seu corpo vibrar, algo como se estivesse sob a ação de uma droga físico e psico-estimulante. Daí principiou a comercializá-los para uso local em determinadas áreas do corpo, especialmente em nível de regiões erógenas, por exemplo, sob shorts e calcinhas. Enquanto a pessoa ouve a música ou dança ao seu compasso as vibrações são diretamente transferidas ao corpo. Pesquisas posteriores demonstraram que quando colocadas em nível de muitas regiões como, por exemplo, ao nível das terminações nervosas de alguns órgãos os efeitos acústicos dos ritmos provocam "comichões" e outras "sensações corporais gostosas", até mesmo orgasmos.


Harpa
Desta forma podemos dizer que a música está tomando um caráter hedionista, mesmo sem chegar ao nível do que foi descrito no parágrafo anterior basta que se analise o que geralmente ocorrem nos atuais festivais de rock e nos bailes punks da atualidade [2].

O compositor Vorhans esta tentando produzir música que vá diretamente aos nervos sem passar pela mente consciente. Seu intento é compor música eletrónica capaz de manipular o cérebro, de induzir orgasmo e de provocar experiências semelhantes às do LSD e similares. Em outros lugares, cientistas e pesquisadores estão tentando descobrir um som ou uma fase tonal capaz de matar um homem [3]. É extremamente imprudente considerar tais desenvolvimentos impossíveis; a historia tende a demonstrar, muito conviencemente que os homens acabam desenvolvendo grande número de coisas que pretendem, pois seja qual for o seu intento sempre se faz presente algum tipo de força.

O orgasmo acusticamente induzido ou qualquer coisa parecida com isso levaria, a civilização a dar um salto gigantesco, mas, tem que ser levado em consideração a seguinte indagação: A que preço?.

Se não for "dado um basta" em tudo isto não tardará o momento em que um eletrodo aplicado no antebraço um estímulo provocado por uma "música skineriana" (como é chamado esse tipo de som) a sociedade poderá se tornar escravizada por poderes espúrios. A nossa esperança é que um "basta" sideral já foi desencadeado a nível planetário, como diz o Apocalipse "a besta será trancada por mil anos".

Se não ocorrer alguma forma de contenção é possível que no século XXI os princípios skinnerianos sejam implantados com êxito a ponto de vir a existir algo que pode ser chamado de "droga musical" e consequentemente também "traficantes musicais" ligados a uma indústria envolvendo fortunas inconcebíveis, e obviamente o surgimento de meios de repressão à música, como acontece atualmente com relação às drogas. A música seria reprimida pelas autoridades estatais repetindo-se aquilo que no passado ocorreu na China. Então a música deixaria de ser uma arte destinada a elevar a emancipar espiritualmente a humanidade para se converter numa industria proibida. Seria um meio a mais de atrelar e escravizar o ser humano ao poder negativo.

Um aspecto da anarquia da música contemporânea é o número crescente de músicos ávidos por demonstrar que não há, e nem deve haver, limites para a variedade de meios de produção de sons, quando na realidade isto é o que de mais pernicioso está ocorrendo.
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Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.
email: thot@hotlink.com.br

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Notas:

[1] - Hindley, Geoffrey, The Larouse Encyclopedia of Música, Hamlyn Publishing Gruop,

[2] - Num tema em que tratamos da nova raça ( Vide temas de 208 a 214 ) mencionamos que alguns festivais Hipie havia mais tranqüilidade do que em muitas apresentações mais formais. Agora afirmamos que assim foi no começo, mas hoje não é mais porque uma força negativa penetrou desvirtuando aquele sentimento existente então.

[3] - Circus, fevereiro l972 pagina 41