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6 de out de 2009

O Silêncio

" Music and Rhytne find their
way into the secret places of
the soul".Platão

Todas as formas são frequências SONORAS

Tudo está em vibração e ao mesmo tempo tudo é constituído por vibrações, esse Principio Hermético é a base da existência de tudo quanto há no Mundo Imanente. Por isto os chamados Livros Sagrados usam a expressão "O Verbo" quando citam a estruturação do universo, ou seja, a Força Criadora. O Verbo indica vibração e um efeito básico de toda vibração, ao ser detectada, pode ser considerado um som, contudo nem todos os sons são audíveis mediante um órgão sensorial.


Se toda creação é vibração e se vibração é som, consequentemente podemos dizer que dentro da criação, no Universo Imanente, não pode existir silêncio. Na verdade quando se fala de silêncio neste mundo trata-se apenas de uma condição relativa, é uma vibração condicionada aos limiares de percepções. Por exemplo, uma vibração de 31.000 ciclos por segundo é silencio para o ser humano, mas não para um cachorro. Esse índice vibratório não é detectado pelo ouvido humano, mas sim pelo de alguns animais, como o cão, por exemplo. Mergulhado num meio pleno de vibração de 31.000 c/s um homem diria estar no silêncio, contudo um cachorro não "diria" o mesmo, pois este índice de vibração é perfeitamente perceptível para ele. Sendo assim, silencio é uma condição relativa ao limiar de percepção e não uma condição próprio do Universo Imanente; é um efeito e não uma causa.

Quando se fala de silêncio está-se falando de algo relativo, aliás, não poderia ser diferente desde que tudo nesse mundo imanente é relativo, por isto ele pode ser chamado de "mundo relativo".

O ser humano, assim como todas as coisas, basicamente são um tremendo bulício de vibrações. Sem vibração nenhuma estrutura poderia existir.

O ser humano constantemente está em vibração e interagindo mediante ressonância com tudo quanto há. Ao nível de estrutura não vibrar seria não existir como algo. Esta é a razão pela qual as pessoas têm tremenda repulsa ao silêncio; quando muito dizem que querem o silêncio, mas isto indica apenas um afastamento de limiares sonoros intensos, pois quando o limiar de percepção auditiva pessoal é atingido - silêncio pessoal - elas simplesmente tornam-se inquietas e logo procuram algo para atender a necessidade de ruídos. Assim podemos dizer que a pessoa tem necessidade de perceber vibrações e uma das maneiras é a percepção auditiva, ou sejam, os sons.

As pessoas têm dificuldades em enfrentar o silêncio porque a própria estrutura física depende de vibrações assim como a grande maioria dos seus processos psíquicos só manifestam-se mediante vibração.

O organismo é algo pleno de vibração, nele tudo está vibrando, os átomos, as moléculas, as células, os órgãos e o organismo como um todo pode apresenta-se como uma resultante vibratória que é a somatória de todas essas freqüências.

Já dissemos que o silêncio total não existe no universo imanente por ser ele constituído de vibrações. A fim de existir o silêncio total seria preciso não existir qualquer vibração em torno da pessoa ou nela própria. Isto eqüivaleria à parada total de tudo, a parada total dos átomos, moléculas células; a cessação de todo Movimento, e assim por diante o que por certo seria um desmoronamento pleno, um retorno à não existência física. Seria a derrocada do próprio Universo Imanente, um retrocesso pleno da creação, a volta ao MA [1] . A Creação [2] se fez quando MA vibrou pela ação de RA, assim sendo, o não vibrar é o retorno à condição primordial MA. Penetrar no silêncio absoluto seria o mesmo que sair do Mundo Imanente seria o cessar toda vibração e isso simplesmente envolveria a dissolução do próprio indivíduo. O existir no mundo significa vibrar e interagir com as mais diversas categorias de vibrações, portanto, de sons.

O silencio total eqüivale a perda da vibração e sem vibração coisa alguma pode existir desde que qualquer coisa existente no universo é constituído de vibrações e sempre em ressonância com todas as demais.

Em decorrência dessa dependência da vibração é que desde época imemoriais fala-se de sons. Dizem que o mundo foi criado pela palavra, ou seja, pelo som. Assim é que os livros sagrados usam o termo verbo com sinônimo de palavra, ou seja, sinônimo de som.

Os egípcios chamavam às energias vibratórias universais de "O Verbo" dos seus deuses; por sua vez os pitagóricos as chamavam de "Música das Esferas", e os antigos chineses "Energias Celestes da Perfeita Harmonia". Os antigos consideravam as Vibração Cósmica a origem e a base de toda a matéria e energia existente no universo. Consideravam os tons como variações do OUM (OM).

Neste Ciclo de Civilização, desde a época dos Vedas sabe-se que todas as coisas existentes no Universo derivam-se de um som Cósmico que, em sua forma mais pura e menos diferenciada, é conhecido como OM. Todavia, assim como a luz branca pura se diferencia nas cores do arco-íris, também a Vibração Fundamental diferencia-se em imenso número de vibrações constituindo as variações de freqüências do OM os Tons Cósmicos que estão presentes em diferentes combinações por todo o universo. Estão presentes em todas as substâncias e formas em distintas combinações vibratórias e constituem as próprias substâncias e formas. Segundo a combinação dos Tons Cósmicos presentes em determinada área assim é a natureza da substância naquele determinado espaço.

Quando daquilo que chamam de criação dos espíritos, ou seja, da individuação da consciência, houve um movimento. Sair de um estado para outro indica movimento, assim o separar é movimento. Portanto não pode haver separação sem que haja movimento, e movimento é vibração, é som. Disto decorre que a individuação de cada espirito corresponde a um tom, que é o Tom Primordial [3] de cada um. Este tom ressoará por toda a trajetória do ser e isto tem que ser levado em consideração porque é de suma importância na escolha do nome que a pessoa recebe ao nascer. Um nome desarmônico, que não seja ressonante com o Tom Primordial , evidentemente será uma causa de desarmonia existencial muito séria. Parte dos sucessos e dos fracassos das pessoas resultam do nome que têm. A cultura materialista dominante no Ocidente faz com que a escolha do nome de um filho seja feita por varias razões, até mesmo por composição silábica do nome dos pais, ou por homenagem ao pai, ao avô e assim por diante. Isto na maioria das vezes é assinar um pedido de dificuldades para o filho. O nome que deve ser dado a um filho é recebido intuitivamente, é o resultado da ressonância da vibração daquele espirito que é percebido por alguém intimamente ligado a ele.

Os Tons Cósmicos, por integrarem diretamente o OM, são considerados a manifestação das forças mais poderosas do universo por comporem a fonte da própria Criação, daí a imensa importância atribuída até mesmo aos sons audíveis desde que são reflexos Tons Cósmicos nos quais reside uma enorme força criativa, preservativa e destrutiva.

Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.